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Praias da África: belezas secretas que a gente te conta ao pé do ouvido


terramundi - 23 de outubro de 2018 - 0 comments

Talvez você nunca tenha pensado nos segredos que o continente africano guarda à beira-mar. Quiçá nem imagina que por lá passaram piratas de verdade, escondendo jóias também verdadeiras, que ali ainda habitam. Provavelmente, quando pensa em viajar para solo africano, nem sonha com areia branquinha e incontáveis tons de azul no mar. Oras, a África não é safári? Nem sempre. Nem todo mundo sabe que aquele pedaço generoso do Oceano Índico esconde 115 paradisíacas ilhas de Seychelles. Ou que as Ilhas Maurício, antigo refúgio de pirataria, é morada de hotéis de luxo. E você sabe o que tem em Zanzibar? Ou como ir além em Moçambique? Pois acomode-se na nossa embarcação, e desvende tesouro a tesouro. Abrimos esse baú pra você!

 

Ilhas Maurício

Dizer que você vai encontrar praias de areia branca e cenário de montanhas vulcânicas pode não soar novidade – é só dar um google e verá a avalanche de imagens idílicas do destino, dono ainda de templos indianos, casas coloniais, jardins botânicos e aves raras. De Port Louis, a capital com arquitetura de estilo francês, à todos os cantos, ou melhor, ilhas, a costa oferece uma variedade de atividades ao ar livre, como mergulho (claro!), snorkeling, pesca de alto mar e parasailing.

Mas já que estamos falando de segredos de algumas das praias mais belas do planeta, vamos lá! Nas Ilhas Maurício, você pode experimentar o Undersea Walk, prática em que fica submerso com uma viseira gigante que fornece oxigênio, e pode andar no leito do oceano – um privilégio. Outro? Experimentar ser pirata, só que no ar. Estamos falando de apreciar a Cachoeira Subaquática das Ilhas Maurício, que parece montagem, mas é real: ela parece ficar debaixo d’água por conta uma ilusão de ótica! Isso porque a movimentação dos sedimentos no fundo do mar, somada às águas cristalinas da região, cria o efeito – que só pode ser observado sobrevoando a região, chamada de Le Morne, e Patrimônio Mundial da Unesco.

 

 

Dentre outros segredinhos da ilha, cuja cultura é um caleidoscópio fascinante de etnias variadas, templos esculpidos, folclore e culinária picante, variada e colorida das etnias indiana, francesa, crioula, africana e chinesa (sua comida de rua está entre uma das melhores do mundo!).

 

Ah, tem um tesouro curioso em Maurício: Vanille Réserve des Mascareignes, uma reserva florestal onde vivem 800  tartarugas-gigantes vindas das Seychelles e reintroduzidas na ilha por recomendação de Charles Darwin depois que as espécies locais foram extintas no século XVIII. Quer sair ainda mais da caixa? Visite uma das fábricas locais, que proporcionam degustações inesquecíveis. Um passeio à linda Rhumerie Chamarel, de rum, é imperdível para quem visita os arredores de Le Morne.

 

Seychelles

Esse paraíso remoto e repartido em ilhas foi o esconderijo de piratas: a lenda diz que ainda há tesouros preciosíssimos escondidos por lá, entre eles a “cruz em chamas”, jóia de diamantes e rubis que pertenceu ao Arcebispo de Goa nos tempos antigos. Quer mais? Dizem que o tesouro do famoso Olivier Le Vasseur, pirata conhecido como o abutre, permanece enterrado em algum lugar na baía de Bel Ombre. Mas nem só de histórias vive as paradisíacas Seychelles.

 

 

As ilhas do arquipélago estão espalhadas em nada menos do que uma área oceânica de 388.500 km e, acredite, das 115 ilhas que compõem o arquipélago, apenas 33 são habitadas, e algumas são as mais antigas ilhas graníticas na face da terra. Vale dizer também que a ilha de Aldabra possui o maior atol de coral do mundo e é lá que se encontra a maior população de tartarugas gigantes do planeta, estimada em 150.000. E, de tesouro e tesouro, há ainda o Coco de Mer, fruto exclusivo do destino e que pode pesar até 20 quilos e tem a maior semente do mundo.

 

 

Sinta-se privilegiado ao pisar em Seychelles: você estará em um local 100% seguro, ou seja, um dos poucos lugares no mundo onde não há risco real ou perigo natural: por suas florestas embasbacantes, não vivem cobras nem aranhas venenosas, em seu mar esplêndido nada de tubarões carnívoros, e em terra firme não há risco de contrair a temida malária. Sem falar que o menor país africano é também um dos poucos cujo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é considerado alto, maior até do que o brasileiro! E se ainda não se inspirou para embarcar rumo ao paraíso, saiba que ele é o morada de pintores que se embriagam com a paisagem e destino de escritores em busca de inspiração, como Ian Fleming que visitou Seychelles antes de escrever a última obra sobre James Bond.

 

Moçambique e suas praias

Terra do camarão: o camarão tigre é o mais famoso e saboroso. O melhor portão para ir ao encontro dos Big 5 (os cinco principais animais do safári africano) – o famoso parque Kruger fica mais perto de Moçambique do que das principais cidades da África do Sul. País que te recebe com o bom Português e todo o charme de ilhas desertas intocadas!

 

 

Uma delas, a Ibo Island, guarda algo que se aproxima dos tesouros da época da pirataria: a tradição de ourivesaria, com um design de suas jóias único! Sim, Ibo já vivenciou a presença de piratas, o comércio do marfim, intrigas diversas entre árabes e portugueses. Aliás, foi dos árabes que os locais herdaram o talento no manuseio do metal, cujas antigas técnicas são mantidas até hoje, assim como as ferramentas super tradicionais que ajudam a esculpir a prata. Moçambique, no sudeste do continente africano, possui de fato vários recursos naturais, como ouro, alumínio e outros metais que servem como matéria prima para produtos de tecnologia.

 

 

Entre os destinos idílicos por lá, Vilanculos, Arquipélago de Bazaruto e Arquipélago de Quirimbas, este último o mais fora do comum e um belo emaranhado de ilhas de corais! Sua ilha mais populosa e visitada é a Ibo, vizinha da ilha Quirimba, enquanto Pemba é uma cidade histórica em um cenário fantástico: conhecida como o “paraíso da papaia”, é um convite para desvendar as ilhas mais belas e acolhedoras que se pode imaginar.

 

Zanzibar, a Ilha de Especiarias

É uma ilha da Tanzânia – de águas claras, areia branca, clima quente, corais, peixes coloridos. É também a terra de Freddie Mercury, onde ele nasceu e cresceu. é onde você escutar o ritmo taraab, toma chá com especiarias, aprecia a arquitetura árabe e ouve as chamadas das preces islâmicas. Por lá, costumes intactos de séculos e séculos adentro. Entre os tesouros “escondidos”, os mercados: o Darajani e o Forodhani são um mergulho na essência local;  tão caóticos quanto intrigantes – com frutas, verduras, especiarias, e de tudo mais e mais um pouco.

 

 

Em Zanzibar, sacolas plásticas não são permitidas – sob pena de prisão para quem infringir a lei. Em Zanzibar, povoam seu olhar paisagens exóticas, noites árabes e variações cromáticas inimagináveis típicas do Oceano Índico. Em Zanzibar, fenícios e persas, portugueses e indianos, árabes e holandeses, pisaram e se encantaram. Em Zanzibar, conhecida também como Spice Island (ou Ilha das Especiarias), se produz muitos temperos, como baunilha, noz-moscada, pimenta, açafrão, canela, cardamomo, gengibre, cravo…

 

A gastronomia, portanto, é rica e perfumada e fazer um “Spice Tour” até as fazendas é não só ver de perto o cultivo das especiarias, como descobrir tesouros locais mantidos em baú aberto.

 

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