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Islândia: o país das Auroras e muito mais!


terramundi - 16 de outubro de 2018 - 0 comments

Quando você pensa em Islândia, o que vem à sua mente? Provavelmente, chegou até aqui com a imagem da Aurora Boreal, fenômeno incrivelmente majestoso que colore o céu de países nórdicos. Tudo certo, o território islandês é mesmo o lugar ideal para contemplar essa maravilha que a natureza nos proporciona (e você deve ir lá para isso!), mas não só! A segunda maior ilha da Europa (atrás apenas da Grã-Bretanha), que se encontra entre duas placas tectônicas (sim, há muito vulcão por lá, lembra?) tem muito mais a oferecer. Selecionamos curiosidades sobre “a terra do gelo e do fogo”, pra você entender o que é que a Islândia tem! Bora?

 

Gastronomia fora do comum

 

Na culinária islandesa, o que não falta é sabor totalmente diferente do que estamos habituados. Entre eles, carne de baleia, tubarão e testículos de carneiros: eles são tão comuns como um bife no almoço brasileiro! Carne de baleia fermentada, aliás, é um dos pratos típicos, gerando fila para comer no Baejarins Beztu Pylsur, no centro de Reykjavik. Visitas ilustres como a do então presidente dos EUA Bill Clinton ajudam a manter a fama do trailer local. E se você curte culinária mais rápida, pode se preparar para o melhor cachorro-quente do mundo! Só que, calma, também não é como estamos acostumados – o segredo é a salsicha de cordeiro, além da possível mistura de cebola crua e cebola frita.

 

Experiências pra lá de autênticas

 

Uma viagem pela Islândia garante muitos dos cenários mais espetaculares do mundo. Só de aperitivo, o país é cruzado por uma cordilheira vulcânica, o que o torna a zona vulcânica mais ativa do mundo: são 20 vulcões ativos, o que resulta em lava petrificada até em praias, de areia preta, além de piscinas naturais e cachoeiras de água quente. Dá para entrar na câmara de um vulcão adormecido ou sobrevoar uma cratera cuspindo fogo. Já pensou na adrenalina? Se preferir algo mais “tradicional”, experimente caçar as luzes boreais a bordo de um trenó – divertido e algo que não se faz em qualquer canto! Ou que tal adentrar uma caverna de gelo? Nesse caso, a dica é um roteiro que privilegie a Costa Sul junto com Reykjavik. Ah, e fique tranquilo(a), porque não há como sofrer com picadas durante qualquer passeio que seja, já que mosquitos e formigas são raridades por lá!

Museus, também fora da caixa

 

A capital Reykjavik é linda e oferece uma variada gama de museus. O mais curioso deles é o Plallological Museum, inteirinho dedicado ao pênis. Aham, ele mesmo. Mas não pense em nada obsceno. O maior exemplar, de 1,70m, é de uma baleia, embora exemplares humanos também estejam em exposição. Há réplicas de órgãos sexuais dos jogadores da seleção de handebol – o que rende no mínimo uma brincadeira divertida de tentar descobrir qual é de quem. Quer aproveitar toda a parte cultural da cidade e ainda ver a Aurora Boreal? Aposte em um roteiro de Inverno com base em Reykjavik =)

 

Democracia antiga, e moderna!

 

Você sabia que a democracia islandesa é uma das mais antigas do mundo? Ela foi estabelecida no ano de 930. Talvez por isso a nação seja evoluída nesse quesito: ela foi a primeira do globo a ter uma chefe de governo declaradamente homossexual, a primeira-ministra Jóhanna Siguroardóttir.

 

Vida noturna vibrante como os tons da Aurora

 

As pessoas da Islândia têm infinita paixão por tudo que é relacionado à arte, e se soltam quando confraternizam, especialmente quando tem álcool. Aliás, um adendo: existe até um feriado não-oficial do Dia da Cerveja em que se comemora o fim da ilegalidade da bebida no país. Pois é, houve uma proibição islandesa ao álcool, em 1908, quando o país votou em um referendo pelo banimento de todas as bebidas alcoólicas. A regra durou até 1921, quando a Espanha se recusou a comprar bacalhau, a principal exportação da Islândia, se ela não comprasse os vinhos espanhóis. Em 1935, o país legalizou os destilados, mas a cerveja continuou proibida. Talvez pela crença de que a bebida mais barata levaria a um aumento no abuso de álcool, talvez pelo patriotismo – já que a bebida era associada ao estilo de vida dinamarquês, de quem a Islândia queria se tornar independentes. Mas, voltando às noites islandesas atuais: são alegres, animadas, cheias de possibilidades. Reykjavík, por exemplo, é charmosa, chique, fashion e tem um cenário de arte, música e vida noturna fervilhante tanto no inverno – quando as auroras boreais dão o ar da graça – quanto no verão, iluminado pelo sol da meia-noite por nada menos que 21 horas do dia.

 

É conto de fadas que fala…

 

Esta ilha situada no Atlântico Norte tem história fascinante: dali partiram os vikings que chegaram à América antes de Cristóvão Colombo. E a contação de história não para por aí. A maioria dos islandeses acreditam em elfos e suas lendas são povoadas por místicos seres que moram nas pedras. E quando falamos em maioria, estamos falando de dados estatísticos: em pesquisas, somente 20% dos islandeses descartam a existência dos elfos! É comum projetos de construção serem suspensos para não passar por uma provável casa de elfos. Uma vez em solo islandês, você poderá ver alguns caminhos que se desviam de locais onde se acredita que vivem os Húldufolks ou o “Povo Escondido”, termo que se aplica a todas as criaturas que “vivem” na Islândia, incluindo duendes, gnomos, trolls. Quer mais lenda? Algumas delas atribuem ao vulcão Hekla a entrada direta para o inferno! Melhor passar longe…rs

 

Amabilidade dos islandeses

 

O que se esperar de uma pequena população que passou por séculos de isolamento em uma ilha remota e uma história de dificuldades? Simpatia e hospitalidade, pode acreditar. Na Islândia, os laços familiares são extremamente importantes. Ok, eles são individualistas e autoconfiantes e não aceitam alguém dizer o que devem ou não fazer, da mesma forma que possuem uma rica herança cultural e enorme taxa de alfabetização – além do mais, não são tão reservados quanto os outros escandinavos na Suécia, Noruega e Finlândia. Islandeses são curiosos e adoram saber o que os estrangeiros pensam deles. Você vai escutar mais de uma vez a pergunta “Está gostando da Islândia?”. Pra quem quiser aproveitar toda essa hospitalidade no seu ritmo, a dica é explorar a Islândia de carro!

 

Tecnologia a serviço da Aurora!

 

Há diversas maneiras e pessoas para te ajudar a caçar e a encontrar a aurora boreal na Islândia, e a sensação de sair em busca das luzes do norte é indescritível! O melhor? É fácil! O primeiro passo é acompanhar a previsão do tempo, já que céu nublado e chuva só atrapalham. O site vedur.is, portal do serviço meteorológico, tem uma seção especial para as auroras. No canto superior direito há uma escala de 0 a 9 e quanto maior a numeração, mais chances você tem de ver o colorido no céu.  O que talvez não imagine é que existem também aplicativos com o objetivo de te ajudar na busca do tesouro, como o my aurora forecast: libere o acesso do app à sua localização, ative o envio de notificações e fique a postos! Vale dizer que a Aurora Boreal é menos verde do que aparece nas fotos e que muda de cor, ficando roxa – principalmente quando dança!

 

E você sabe de onde veio o nome aurora boreal?

Ele foi dado por Galileu Galilei em homenagem à deusa do amanhecer na mitologia romana Aurora (também conhecida como Eos), e ao seu filho Boreas, que representa o vento frio do norte que traz o inverno. O fenômeno vem da natureza, claro: formado a partir do choque de partículas solares com o campo magnético da Terra. A energia do impacto é puxada para os polos e as partículas que entram em nossa atmosfera geram uma reação físico-química que produz essa dança de cores bem acima das nossas cabeças.

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