Destinos seguros para viajar: o que considerar antes de embarcar
Quais são os países mais seguros para viajar? Descubra destinos, tendências e cuidados para uma jornada tranquila.
Viajar é, em alguma medida, um exercício de entrega.
É caminhar por ruas desconhecidas sem precisar olhar para trás o tempo todo. Aceitar o acaso de uma conversa em um café, atravessar uma estação sem entender completamente a língua ao redor ou dirigir por uma estrada vazia apenas para descobrir o que existe depois da próxima curva.
Mas essa liberdade raramente nasce do acaso. Ela costuma ser sustentada por algo menos visível: a sensação de segurança.
Em um mundo que parece atravessar ciclos cada vez mais intensos de instabilidade, escolher destinos seguros para viajar deixou de ser apenas uma questão prática. Tornou-se parte do cuidado com a própria jornada e consigo mesmo.
E aqui vale um ponto importante: um destino seguro não é necessariamente um destino sem imprevistos. É um lugar onde infraestrutura, estabilidade, organização e contexto permitem que o viajante se entregue ao que realmente importa: estar presente.
O mundo está menos seguro? O que os dados revelam
Se viajar também é interpretar o tempo em que vivemos, os dados ajudam a entender o cenário.
O Global Peace Index (GPI) 2025, estudo publicado anualmente pelo Institute for Economics & Peace, analisou 163 países e revelou um dado que merece atenção: o mundo registra o sexto ano consecutivo de queda nos índices globais de paz.
Mas, em meio à turbulência global, um grupo seleto de países mantém índices excepcionais de segurança, infraestrutura e estabilidade política — e são exatamente esses que queremos apresentar a você.
Os destinos mais seguros do mundo
Pelo 18º ano consecutivo, a Islândia ocupa o primeiro lugar do ranking do Global Peace Index, mantendo uma posição que sustenta desde 2008. Completam o pódio Nova Zelândia, seguida de Áustria e Suíça. Entre os dez primeiros, um único representante fora da Europa: Singapura.
Islândia: natureza extrema, segurança absoluta

Com uma população de cerca de 370 mil pessoas, baixíssima criminalidade e ausência total de conflitos armados, a Islândia é o arquétipo do destino seguro. Auroras boreais, gêiseres, vulcões e lagoas de água quente compõem um cenário que parece de outro planeta — e onde o viajante pode se sentir completamente à vontade para explorar sozinho, de carro alugado, em qualquer hora do dia.
Portugal: Europa acolhedora e acessível

Sétimo colocado no GPI 2025, Portugal combina segurança de nível mundial com uma hospitalidade que os brasileiros reconhecem como familiar. De Lisboa ao Alentejo, do Porto ao Algarve, é um destino que entrega cultura, gastronomia e história.
Japão: a ordem que encanta

O Japão é uma exceção notável entre os países densamente povoados do mundo. Uma das menores taxas de homicídio do planeta, respeito às regras profundamente enraizado na cultura e infraestrutura impecável fazem de Tóquio, Kyoto e Osaka destinos onde a sensação de segurança é quase física. O respeito mútuo no espaço público é algo que impressiona qualquer viajante brasileiro.
Emirados Árabes Unidos: a surpresa do Oriente Médio

Fora da Europa, os Emirados Árabes Unidos lideram entre os destinos mais seguros. Dubai e Abu Dhabi oferecem infraestrutura hoteleira de ponta, mais de 8.800 atrações catalogadas e um padrão de segurança urbana que rivaliza com qualquer capital europeia. Uma opção que ganhou muito espaço entre os viajantes que buscam sofisticação com tranquilidade.
América Latina: Argentina e Uruguai lideram

Para quem não quer cruzar o Atlântico, a boa notícia vem de perto. Argentina (46ª) e Uruguai (48ª) lideram entre os países mais pacíficos da América Latina, segundo o GPI. Buenos Aires e Montevidéu são opções consistentes para quem busca qualidade de vida, gastronomia premiada e segurança relativa dentro do contexto regional.
Mas o que realmente define um destino seguro?
Uma das armadilhas mais comuns no planejamento de viagem é reduzir a segurança a estatísticas de criminalidade. Os especialistas são unânimes: o conceito é muito mais amplo e três pilares são inegociáveis:
- Estabilidade política e institucional — países com instituições sólidas e democracias consolidadas oferecem um ambiente mais previsível e protetor ao viajante estrangeiro.
- Infraestrutura robusta — transporte eficiente, atendimento de saúde de qualidade e conectividade são redes de segurança invisíveis, mas essenciais quando algo sai do planejado.
- Gestão integrada de riscos — isso inclui desde sistemas de alerta climático até protocolos contra terrorismo e acesso a serviços consulares.
O resultado é que destinos como Noruega, Dinamarca e Portugal não apenas têm baixa criminalidade — eles oferecem um ecossistema completo de bem-estar ao visitante.
Checklist do viajante consciente: como evitar situações de risco mesmo nos destinos mais seguros
Segurança não é só uma questão de destino, é também de postura. Mesmo nas cidades mais tranquilas do mundo, a grande maioria dos furtos em viagem acontece por falta de atenção com a bagagem. Confira o nosso checklist:
Antes de embarcar
Escolha um bom seguro-viagem
Mais do que uma exigência burocrática, ele funciona como uma rede invisível de cuidado — especialmente em casos de atendimento médico, extravio de bagagem ou cancelamentos inesperados.
Mantenha cópias digitais dos documentos
Passaporte, vistos, reservas, seguro e cartões importantes salvos na nuvem podem fazer enorme diferença se algo sair do planejado.
Avise seu banco sobre a viagem
Poucas coisas frustram tanto quanto um cartão internacional bloqueado no meio do caminho. Ativar notificações de transações também ajuda a identificar qualquer movimentação suspeita rapidamente.
No destino
- Nunca guarde carteira no bolso traseiro, nem celular na mochila sem zíper. Bolsas transversais usadas na frente do corpo são a melhor barreira contra batedores de carteira.
- Use apenas táxis oficiais ou aplicativos de mobilidade. Sempre confirme o nome do motorista e a placa antes de entrar. Pague a corrida somente após retirar todas as bagagens do porta-malas.
- Evite exibir itens de valor — câmeras profissionais, joias, relógios — em locais muito movimentados ou com histórico de furtos.
- Desconfie de abordagens inesperadamente simpáticas: pessoas que oferecem ajuda espontânea em pontos turísticos muitas vezes operam em dupla com comparsas.
- Em redes Wi-Fi públicas (aeroportos, cafés, hotéis), use VPN antes de acessar qualquer conta bancária ou digitar senhas. Nunca use computadores compartilhados para transações financeiras.
- Evite áreas desertas, mal iluminadas ou pouco movimentadas, especialmente à noite.
- Pesquise os golpes típicos do destino antes de chegar — o golpe da nota falsa, o da pulseirinha, o da ‘pesquisa’ de rua. Saber que existem é suficiente para desviar deles com naturalidade.
- Registre qualquer incidente na polícia local. Além de aumentar suas chances de resolver o problema, é pré-requisito para acionar o seguro-viagem.
Viajar com propósito é também viajar com preparo
Escolher um destino seguro não significa abrir mão de aventura — significa ter a liberdade de se entregar completamente a ela. Quando o planejamento cuida da segurança, o viajante pode cuidar do que realmente importa: as pessoas, os sabores, as paisagens e os momentos que ficam para sempre.
Na Terramundi, acreditamos que cada viagem bem planejada é um ato de respeito — consigo mesmo, com o destino e com quem viaja junto. Fale com a gente e construa a sua próxima experiência com a segurança que ela merece.