Ilha de Sumba, muito prazer.
Muito além de Bali: descubra Sumba, uma ilha de praias intocadas e experiências transformadoras.
“A novo Bali?” A intenção é elogiosa. Mas, não. Sumba é tão única que não pode ser comparada a nenhum outro lugar.
Bali é extraordinária. Mas Bali também é conhecida, mapeada, hashtagueada até os limites do reconhecível. Sumba tem o dobro do seu tamanho e uma fração dos seus visitantes. Tem megalitos funerários nas colinas, rituais de guerra a cavalo que datam de séculos, tecelagens sagradas que levam meses para serem concluídas, e um pov, os sumbas, cuja espiritualidade animista, chamada Marapu, ainda orienta o cotidiano com uma consistência no século XXI.
É nessa ilha que o NIHI Sumba existe. E a primeira coisa que ele releva a quem chega por ali é não tentar suavizar nada disso.
A história começa com uma onda
Em 1988, dois aventureiros chamados Claude e Petra Graves chegaram à praia de Nihiwatu em busca da onda perfeita. Encontraram. E encontraram também algo que não estavam procurando: um lugar que parecia não pertencer ao presente. Ficaram. O que começou como um alojamento simples para surfistas virou, ao longo de décadas, um dos resorts mais reconhecidos do mundo, sem jamais perder o espírito de quem chegou movido por curiosidade, não por especulação imobiliária.
Hoje, sob a visão do empresário e filantropo Chris Burch, o NIHI tem 27 vilas espalhadas por 567 hectares entre a selva e o oceano. Cada uma com piscina privativa, sem televisão — o hotel não oferece esse tipo de luxo — e com um butler acessível por WhatsApp.
Occy’s Left: a onda perfeita
Para a comunidade do surfe, o nome dispensa apresentação. Occy’s Left é uma onda esquerda de classe mundial, batizada em homenagem ao campeão australiano Mark Occhilupo.
Para quem não surfa, o NIHI oferece mais.
Cinco quilômetros separam o hotel do Nihioka, o santuário de spa do NIHI. O percurso? A pé pelos arrozais, a cavalo pela costa ou de jipe aberto pelas vilas. Chegar ao Nihioka já é, por si só, um ritual de desaceleração.
O santuário ocupa 100 acres de natureza intacta, com duas praias privativas e uma piscina de água doce sobre a falésia. Os tratamentos usam ingredientes colhidos na ilha: açafrão, galangal, coentro, canela. Há cavalos vivendo ali em liberdade e terapias de conexão equina que não existem em nenhum outro lugar do mundo. Aliás, os cavalos sumbas vivem ali, como viveram por séculos na ilha. São menores que os cavalos europeus, resistentes, de temperamento calmo. No Kids’ Pony Club, as crianças aprendem a cuidar deles. No Nihioka, os aposentados ensinam adultos a desacelerar.
A Sumba Foundation: o outro lado do luxo
A Sumba Foundation atua há mais de vinte anos nas comunidades ao redor: clínicas de saúde, escolas, acesso a água potável, programas de geração de renda. Hóspedes são convidados a visitar as aldeias, conhecer os projetos, participar como parte de um ecossistema que só funciona quando há comprometimento dos dois lados.
O Pasola: experiência intensa, para os fortes
Uma vez por ano, entre fevereiro e março, o Pasola acontece. Guerreiros a cavalo, de aldeias rivais, se enfrentam num ritual que mistura espiritualidade, bravura e agricultura. É um dos eventos culturais mais intensos da Ásia. O NIHI oferece acesso privilegiado a hóspedes. Para quem visita fora dessa época, o Mini Pasola ao pôr do sol na praia traz uma versão do ritual com a mesma força simbólica.
Sumba não é para quem procura uma ilha bonita para descansar. É para quem está pronto para ser surpreendido por um lugar que está longe de qualquer roteiro turístico convencional, uma hora de voo a leste de Bali, mas culturalmente a séculos de distância dela.