O safári que esperou cinco anos para acontecer
Descubra o Sandringham Private Game Reserve, onde a natureza foi restaurada antes da chegada dos primeiros hóspedes.
Essa terra está pronta?
Essa foi a pergunta que a Sabi Sabi Collection se fez antes de abrir o Sandringham Private Game Reserve.
Não o lodge. Não as suítes. A terra mesmo, a savana.
Essa inversão de prioridades diz tudo sobre o que o Sandringham representa — e por que ele é diferente de praticamente qualquer coisa que você vai encontrar no mercado de safáris de luxo hoje.
Uma reserva com história
O nome Sandringham remete aos primeiros colonizadores, às minas de ouro e, em algum ponto do passado, a visitas da realeza britânica. Por décadas, o território foi usado para caça — uma prática que não só dizimou populações de animais como alterou profundamente o comportamento da fauna em relação aos seres humanos.
Quando a Sabi Sabi Collection assumiu a área em 2022, o primeiro trabalho não foi construir. Foi reparar.
A equipe passou anos em campo — habituando os animais à presença de veículos, restabelecendo a vegetação nativa, removendo infraestrutura antiga, abrindo corredores que conectam a reserva ao Kruger National Park. Em outubro de 2024, o diretor do projeto anotou: os animais já estavam mais relaxados a cada encontro. A terra estava respondendo.
Em agosto de 2026, o Sandringham abre para seus primeiros hóspedes.
O lugar

4.500 hectares no encontro de quatro rios, sob as Drakensberg Mountains, na região de Timbavati, Limpopo. Trinta e oito quilômetros de margem de rio. A maior barragem da área, que reflete o perfil das montanhas e atrai elefantes, hipopótamos, crocodilos e uma variedade de aves que desafia qualquer lista de birdwatching.
A reserva faz fronteira com Timbavati e Thornybush, duas das mais respeitadas reservas privadas da África do Sul, integrando um ecossistema que se estende até o Kruger — um dos maiores parques de conservação do mundo.
Os leões brancos
O Timbavati guarda um segredo que a maioria dos viajantes não conhece: é um dos únicos lugares do planeta onde leões brancos vivem em liberdade.
Não são uma espécie separada. São uma mutação genética rara, causada por um gene recessivo que produz a coloração clara. Por séculos, as comunidades locais os reverenciaram como mensageiros espirituais — animais sagrados que surgem em momentos de significado. O gene quase desapareceu durante décadas de caça. Hoje, protegidos na região, eles voltaram a circular nas savanas como sempre fizeram.
Avistá-los não é garantido — nenhum avistamento selvagem é. Mas a possibilidade existe, e o Sandringham está no coração desse território.
Os dois camps


A Sabi Sabi Collection projetou dois camps distintos, cada um com sua própria identidade.
O N’weti Camp é a ala adulta. Fica numa encosta com vista para as Drakensberg Mountains, tem seis suítes de estrutura semipermanente — lonas tensionadas sobre paredes fixas, o equilíbrio entre o clássico safári tent e o conforto contemporâneo. Cada suíte tem piscina privativa, banheiro indoor e outdoor e um deck amplo voltado para o bush.
O Shisaka Camp fica na margem do rio. Também com seis suítes, mais duas vilas privativas, recebe famílias e grupos. O nome significa “ninho” — e faz sentido: cada suíte tem um rooftop sala elevado, um terraço-ninho para observar o amanhecer ou dormir sob as estrelas com serviço de champanhe. As estruturas foram inspiradas na herança Tsonga e aninhadas dentro de uma floresta de Tamboti.
Para quem busca exclusividade total, a Sandringham House — uma villa de quatro quartos com chef e equipe dedicada — está disponível para uso exclusivo de famílias ou grupos.
O que a Sabi Sabi Collection entendeu
O Sandringham herda a ética do grupo que viu que é possível devolver um território degradado à vida, sem pressa. Sem negociar com o tempo que a natureza precisa.