Pantanal: conheça a história por trás do documentário Marcha das Onças
Conheça Marcha das Onças, documentário da Netflix narrado por Fernanda Torres que acompanha uma família de onças-pintadas no Pantanal.
Quanto tempo é preciso para contar a história de uma família de onças-pintadas? No Pantanal, foram cinco anos de expedições, 46 semanas de trabalho em campo e uma boa dose de paciência para acompanhar a vida desses animais em seu próprio ritmo.
O resultado é Marcha das Onças, novo documentário de natureza da Netflix, dirigido por Lawrence Wahba e narrado por Fernanda Torres. Produzido no Brasil, o filme teve sua primeira exibição em 16 de outubro de 2026, durante a 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, antes de chegar à plataforma de streaming.
A produção acompanha uma linhagem de onças-pintadas no Pantanal mato-grossense e nos aproxima de um universo que, mesmo sendo brasileiro, ainda é pouco conhecido por muita gente. Afinal, o que acontece na vida desses animais quando não há ninguém por perto para observá-los?
Marcha das Onças: cinco anos acompanhando uma família no Pantanal

Diferentemente dos documentários tradicionais de natureza, Marcha das Onças escolhe contar a história a partir da perspectiva dos próprios animais.
Fernanda Torres dá voz a Patrícia, matriarca de uma família de onças que conduz o espectador pela trajetória de seus netos, Marcela e Rio, desde os primeiros meses de vida até a maturidade.
Para registrar essa história, a equipe realizou 26 expedições ao longo de cinco anos, somando 46 semanas de trabalho no Parque Estadual Encontro das Águas e em regiões próximas, no Pantanal mato-grossense. A produção contou com a colaboração de pantaneiros, pesquisadores e guarda-parques, cujo conhecimento do território foi fundamental para acompanhar os animais.
Esses números ajudam a compreender o desafio. Uma onça-pintada não segue roteiro, não aparece em horários marcados e não repete um comportamento porque a câmera não conseguiu registrá-lo. Foi preciso respeitar o tempo da natureza e esperar que a história acontecesse.
O resultado é um documentário que nos aproxima da vida selvagem de uma maneira pouco habitual: acompanhando histórias individuais, relações familiares e os desafios de sobreviver em liberdade.
O Pantanal e a importância de proteger as onças-pintadas

O Pantanal é a maior planície alagável do mundo. Seu funcionamento depende de um ciclo de cheias e secas que transforma a paisagem ao longo do ano e influencia diretamente a vida dos animais.
Nesse ambiente, a onça-pintada ocupa o topo da cadeia alimentar. Como grande predadora, ajuda a regular populações de outras espécies e participa do equilíbrio ecológico do bioma.
Mas sua sobrevivência depende de muito mais do que encontrar alimento. A conservação das onças está ligada à proteção de seus habitats, à disponibilidade de presas e à redução dos conflitos com atividades humanas.
Incêndios, perda de habitat e conflitos decorrentes da predação de animais domésticos estão entre as ameaças enfrentadas pela espécie.
Ao acompanhar uma família durante tantos anos, Marcha das Onças também nos lembra que proteger a vida selvagem significa garantir que esses animais possam continuar vivendo, se reproduzindo e circulando em liberdade.
E essa responsabilidade não pertence apenas a pesquisadores e organizações ambientais. O turismo também pode fazer parte dessa história.
Conhecer o Pantanal é também uma forma de protegê-lo
Imagine navegar por um rio do Pantanal ao amanhecer. A vegetação acompanha as margens, aves cruzam o céu e, em determinado momento, o guia percebe um movimento discreto próximo à água.
Pode ser uma capivara, um jacaré ou, com sorte, uma onça-pintada.
Não existe garantia de encontro, mas essa é uma das partes mais especiais de uma viagem dedicada à observação da fauna: entender que estamos visitando o território dos animais, e não o contrário.
Na Terramundi, acreditamos que viajar para conhecer a vida selvagem também exige responsabilidade com sua conservação. Por isso, buscamos parceiros que respeitam o comportamento dos animais, valorizam profissionais locais e contribuem para a proteção dos ambientes naturais.
E há diferentes maneiras de conhecer o Pantanal, cada uma com suas particularidades:
Por terra

Na Caiman, no Pantanal Sul, os viajantes exploram a região em safáris e atividades acompanhadas por guias especializados. A hospedagem também apoia iniciativas de conservação da biodiversidade, como o Onçafari, aproximando os visitantes do trabalho de proteção da fauna.
Pelas águas

A bordo do Pantanal River Cruise, a viagem acompanha o ritmo dos rios do Pantanal Norte. As navegações permitem explorar diferentes áreas do bioma e observar a fauna em seu habitat natural, incluindo regiões conhecidas pela presença de onças-pintadas.
Seja por terra ou pelas águas, a proposta é conhecer o Pantanal com respeito aos seus ciclos naturais e às espécies que vivem ali, valorizando também as pessoas que trabalham pela conservação desse território.
Enquanto esperamos para conhecer essa família de onças nas telas, fica uma pergunta: e se a próxima viagem fosse uma oportunidade de conhecer o Pantanal e contribuir para a conservação de sua vida selvagem?