Posso levar medicamentos no avião? Saiba como embarcar com insulina, Ozempic, Mounjaro e outros remédios
Saiba como viajar com medicamentos no avião, quando levar receita médica e como transportar insulina e canetas injetáveis.
Além do passaporte, documentos, bagagem e check-in, existe um item que costuma gerar muitas dúvidas antes do embarque: os medicamentos.
Quem faz uso de insulina costuma se perguntar onde deve transportá-la. Quem utiliza canetas como Ozempic, Wegovy ou Mounjaro quer saber se elas podem passar pela inspeção do aeroporto, se precisam de receita médica ou se correm o risco de perder a eficácia durante o voo.
Na maioria dos casos, esses medicamentos podem viajar sem dificuldade. O segredo está em conhecer algumas orientações antes do embarque, tanto da companhia aérea quanto das autoridades do país de destino.
Neste guia, reunimos as principais recomendações para que você viaje com tranquilidade.
Posso viajar com Ozempic, Wegovy e Mounjaro?

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) não possui uma regra específica para medicamentos como Ozempic, Wegovy ou Mounjaro. Eles seguem as orientações gerais para transporte de medicamentos de uso pessoal.
Um ponto importante é não despachar essas canetas no porão da aeronave.
Como permanecem sensíveis à temperatura, elas devem ser transportadas na bagagem de mão. Bagagens despachadas ficam sujeitas a variações extremas de temperatura e podem congelar. Quando isso acontece, a estrutura molecular do medicamento pode ser comprometida, tornando a caneta imprópria para uso.
Também é recomendável manter o medicamento na embalagem original e levar a prescrição médica, principalmente em viagens internacionais.
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Receita médica: quando ela pode ser exigida?

Embora a ANAC recomende que o passageiro viaje com a receita médica, especialmente em voos internacionais, ela também orienta que a decisão final sobre o embarque cabe à companhia aérea e ao agente de proteção da aviação civil responsável pela inspeção no aeroporto.
Por isso, levar a documentação médica evita dúvidas durante a inspeção e facilita eventuais verificações pelas autoridades migratórias.
Em viagens internacionais, uma boa prática é solicitar ao médico uma receita ou declaração em inglês (ou no idioma do país de destino), informando:
- nome do paciente;
- nome do medicamento (preferencialmente pelo princípio ativo);
- dosagem;
- motivo do tratamento;
- tempo previsto de uso.
Esse cuidado costuma facilitar eventuais verificações na imigração ou na alfândega.
Medicamentos líquidos podem ir na bagagem de mão?
Podem, mas alguns cuidados são importantes.
Em voos internacionais, a regra geral limita líquidos transportados na cabine a recipientes de até 100 ml. Entretanto, medicamentos de uso contínuo acompanhados de prescrição médica costumam ser exceção a essa regra e podem ultrapassar esse limite, desde que a quantidade seja compatível com a duração da viagem.
Por isso, se você utiliza xaropes, colírios, soluções injetáveis ou outros medicamentos líquidos, é recomendável:
- transportá-los na embalagem original;
- mantê-los identificados;
- levar a prescrição médica quando aplicável.
Insulina: como transportar corretamente?
Por ser um medicamento de uso contínuo e sensível à temperatura, a recomendação é transportá-la na bagagem de mão.
Também é importante levar:
- receita médica;
- canetas aplicadoras ou seringas necessárias para o tratamento;
- uma bolsa apropriada para manter a temperatura indicada pelo fabricante durante o deslocamento.
Despachar a insulina não costuma ser recomendado, já que o compartimento de carga pode atingir temperaturas inadequadas para sua conservação.
O que é o MEDIF?
Alguns passageiros associam o transporte de medicamentos ao preenchimento do MEDIF (Medical Information Form), mas esse formulário só é necessário em situações específicas.
Ele costuma ser solicitado quando o passageiro necessita de assistência médica especial durante o voo, como uso de oxigênio suplementar, equipamentos médicos específicos ou quando a companhia aérea precisa avaliar suas condições de saúde para o embarque.
Na maioria dos casos, quem viaja apenas com medicamentos de uso pessoal — incluindo insulina, Ozempic, Wegovy ou Mounjaro — não precisa preencher o MEDIF. Ainda assim, vale confirmar as exigências diretamente com a companhia aérea antes da viagem.
O que dizem algumas companhias aéreas?
| Emirates | – recomenda portar sempre a receita médica; – medicamentos refrigerados devem permanecer em bolsas térmicas próprias; – a tripulação pode fornecer gelo, mas não armazena medicamentos nos refrigeradores da aeronave. |
| LATAM | – a receita pode ser solicitada durante qualquer etapa da viagem; – medicamentos refrigerados devem permanecer em recipiente térmico levado pelo próprio passageiro. |
| Gol | – exige medicamentos identificados e apresentação de receita médica; – recomenda seguir as orientações do fabricante quanto à conservação; – limita o transporte de gelo seco a 2,5 kg. |
| Aerolíneas Argentinas | – permite medicamentos refrigerados; – aceita até 2,5 kg de gelo seco; – o recipiente deve permitir a saída do dióxido de carbono; – não oferece refrigeração durante o voo. |
| Avianca | – insulina, medicamentos injetáveis, seringas, medicamentos controlados e líquidos acima de 100 ml podem exigir receita ou atestado médico; – a tripulação não administra medicamentos durante o voo. |
Antes de embarcar, confira também as regras da ANAC

A ANAC disponibiliza uma lista exemplificativa de objetos que podem ou não ser transportados na bagagem de mão e na bagagem despachada.
Além dos medicamentos, ela reúne orientações sobre seringas, agulhas, gelo seco, dispositivos médicos e diversos outros itens que costumam gerar dúvidas.
Vale lembrar que essa lista serve como referência. A decisão final sobre o embarque de determinado item pode ser tomada pela companhia aérea ou pelo agente responsável pela inspeção de segurança.
Um planejamento que vai além do roteiro
Uma viagem bem planejada também passa pelos detalhes que quase nunca aparecem nas fotos, mas fazem toda a diferença ao longo do percurso.
Antes do embarque, vale conferir se a documentação está em dia, conhecer as exigências do destino e organizar corretamente os medicamentos que farão parte da bagagem. Esses cuidados simples ajudam a evitar imprevistos e permitem que a jornada comece com muito mais tranquilidade.
Também é importante lembrar que as regras das companhias aéreas estão em constante atualização. Políticas relacionadas à bagagem, documentação, taxas e procedimentos de embarque podem mudar sem aviso prévio. Por isso, sempre recomendamos confirmar as informações mais recentes com a companhia aérea antes de viajar.
Na Terramundi, acompanhamos nossos viajantes em todas as etapas do planejamento — da documentação aos pequenos detalhes que tornam a experiência mais leve.