Koh Russey Resort: a “Ilha do Bambu” que poucos brasileiros conhecem no Camboja
Koh Russey, a Ilha do Bambu no litoral do Camboja, abriga um resort de luxo com herança de design sustentável premiado e passará por reforma em 2026. Conheça esse refúgio pouco explorado pelos brasileiros.
Quando o assunto é praia no Camboja, quase todo roteiro para na dupla Koh Rong e Koh Rong Samloem — as ilhas mais faladas da chamada Riviera Cambojana. Koh Russey, a “Ilha do Bambu” em khmer, fica na mesma região, é tão pequena que se atravessa a pé em menos de dez minutos, e ainda assim escapa da maioria dos roteiros — o que, para quem busca uma versão mais silenciosa do litoral sul do país, é exatamente o ponto.
Uma ilha pequena o suficiente para caber inteira num único resort

Koh Russey fica na província de Sihanoukville, na comuna de Ream, distrito de Prey Nob — a cerca de 15 a 20 minutos de lancha rápida a partir do continente, e cerca de 20 minutos de carro mais barco desde o aeroporto internacional de Sihanoukville. É essa proximidade combinada com o isolamento genuíno da travessia de barco que torna a ilha um destino viável mesmo para estadias curtas, algo raro entre ilhas privativas do Sudeste Asiático, que normalmente exigem logística mais complexa.
Uma herança de design que vale a pena conhecer


A propriedade que hoje opera como Koh Russey Resort nasceu com um pedigree ambiental relevante: foi desenvolvida originalmente sob os princípios de Design Ambientalmente Sustentável e se tornou o primeiro empreendimento do Camboja a receber a certificação mais alta da EarthCheck para planejamento e desenho de edificações. Mais de 70% da área da ilha foi deliberadamente destinada a paisagismo nativo, com densidade baixa de construção e materiais de conservação de recursos — uma escolha que se reflete até hoje na sensação de mata preservada que cerca as vilas, em vez do concreto costeiro comum em outros destinos de praia da região.
Arquitetura inspirada no tecido mais tradicional do Camboja

Um detalhe cultural pouco divulgado, mas revelador: o desenho arquitetônico do resort — hoje somando 50 pavilhões de luxo e 13 vilas com piscina privativa, ao longo de 1,2 km de praia particular voltada para o mar aberto — foi inspirado na geometria tradicional do krama, o tecido quadriculado que é símbolo do povo khmer e está presente no cotidiano cambojano há séculos, do vestuário ao uso prático no campo. É um vínculo simbólico entre a construção contemporânea e uma das expressões mais reconhecíveis da cultura local, algo que a maioria dos hóspedes só descobre se perguntar diretamente à equipe do resort.
O que fazer além da praia


A ilha oferece dois restaurantes, um bar de praia, spa com cinco salas de tratamento para casais, piscina de borda infinita de 25×8 metros voltada para o oceano e academia aberta 24 horas. Entre as atividades, destacam-se o cinema ao ar livre na praia, passeios de barco pelos manguezais vizinhos, aulas de culinária khmer, mergulho e snorkeling no recife junto à ilha, e caiaque e stand-up paddle nas águas calmas ao redor. É um roteiro pensado para quem busca desacelerar de verdade — sem vida noturna agitada, sem grandes deslocamentos, com a praia e o mar como únicos compromissos do dia.
De olho na reforma prevista para 2026
Koh Russey passou recentemente por uma mudança de propriedade, e a nova gestão já sinalizou planos de reforma da estrutura ao longo de 2026 — um movimento que costuma anteceder reposicionamentos de padrão e preço em resorts asiáticos desse porte. Para quem gosta de conhecer um destino antes que ele vire tendência (ou antes que os preços acompanhem a valorização pós-reforma), esse é o momento de ficar de olho.
Quando ir

A estação seca no Camboja vai de novembro a abril, com o pico de conforto climático concentrado entre novembro e fevereiro — dias ensolarados, menor umidade e mar mais calmo, ideal tanto para atividades aquáticas quanto para trilhas nas ilhas vizinhas. Fevereiro costuma ser o mês mais seco do ano em Sihanoukville. Já entre maio e outubro, a estação chuvosa traz preços mais baixos e menos turistas, às custas de chuvas mais frequentes — geralmente em pancadas rápidas que não comprometem o dia inteiro, mas que exigem mais flexibilidade no roteiro.
Por que vale a pena

Sihanoukville já ganhou o apelido de “as Maldivas do Camboja” entre viajantes asiáticos, mas a comparação, por ora, ainda soa exagerada para quem conhece as duas regiões — o que também significa que os preços e o fluxo de turistas ainda estão muito abaixo do que se paga nas ilhas do Índico. Koh Russey representa bem esse momento de transição: uma ilha pequena, com herança de design premiado, cultura khmer genuína na própria arquitetura, e ainda pouco descoberta pelo público brasileiro.
Se o Camboja está no seu radar — seja como extensão de praia após Angkor Wat ou como destino principal —, a equipe da Terramundi pode montar o roteiro completo.